terça-feira, setembro 20, 2005
Encontro Nacional “Balanço e perspectivas da Educação e Formação de Adultos em Portugal”
Este Encontro vai realizar-se a 12 de Dezembro de 2005, no Auditório 2 da Fundação Gulbenkian, Avenida de Berna, Lisboa. Esta iniciativa visa relançar e tornar mais visível perante os decisores e os administradores públicos, assim como a sociedade portuguesa em geral, um subsector que, apesar de significativas inovações recentes e de numerosas práticas exemplares, nunca atingiu no nosso país o peso social e institucional que merece, tendo em conta a situação particularmente gravosa da população adulta relativamente a níveis de escolarização e de qualificação.
O Encontro Nacional destina-se a todos os intervenientes, a diferentes títulos, nas áreas da Educação e Formação de Adultos em Portugal, nomeadamente: decisores políticos; representantes da administração pública com atribuições nas áreas da educação e da formação – às escalas central, regional ou local, de organizações do 3º Sector, de empresas, de escolas e de outras entidades formadoras, de Centros de Reconhecimentos, Validação e Certificação de Competências, de serviços ou projectos com impacto na educação informal de adultos; investigadores e académicos; funcionários/as da DG Educação e Cultura da Comissão Europeia, etc.
Estão já envolvidas no processo de organização, que, para além do Encontro Nacional, visa a construção de uma Plataforma de agentes e organizações da educação e formação de adultos em Portugal, as seguintes pessoas e entidades:
- Alberto Melo e Rui Seguro (Associação O Direito de Aprender);
- Marta Lourenço Ferreira, Chefe da Unidade Políticas de Formação Profissional e Educação de Adultos, Direcção Geral Educação e Cultura, Comissão Europeia;
- Manuel Carmelo Rosa e Mafalda Leónidas, Fundação Calouste Gulbenkian;
- Margarida Cardoso e Filomena Santos António (Centro de Informação Europeia Jacques Delors, CIEJD);
- Cristina Rodrigues (Conselho Directivo, IEFP);
- Rui Vieira Castro e Amélia Vitória Sancho (Unidade de Educação de Adultos, Universidade do Minho);
- Ana Benavente (Instituto de Ciências Sociais, Lisboa);
- Licínio Lima (Universidade do Minho);
- Lucília Salgado (Escola Superior de Educação, Coimbra);
- António Fragoso (Escola Superior de Educação, Faro);
- José Manuel Henriques e Rogério Roque Amaro (ISCTE);
- Luís Rothes (Escola Superior de Educação, Porto);
- Rui Canário (Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação, Universidade de Lisboa);
- Maria do Loreto Paiva Couceiro (Universidade Nova de Lisboa);
- Márcia Mendes (Agência Nacional SÓCRATES e LEONARDO, Acção GRUNDTVIG);
- José Alberto Leitão (Centro Nacional de Formação de Formadores, IEFP);
- Olívia Santos Silva (Coordenação Regional EFA, Norte);
- Lisete Matos (Coordenação Regional EFA, Centro);
- Márcia Trigo (Universidade Autónoma, ex-Presidente da ANEFA);
- Fernanda Marques (Associação Nacional de Oficinas de Projectos);
- Teresa Cunha (Escola Superior de Educação, Coimbra);
-
- Maria Priscila Soares (Associação In Loco, S. Brás de Alportel);
- Isabel Moreira Duarte (Docente e Investigadora), etc.
E esperamos ainda reunir muitas mais.
Decorreu, no passado dia 24 de Junho, a primeira reunião do grupo alargado de organização do Encontro, em que se confirmou a necessidade e oportunidade de um tal evento e se acordaram os seguintes grandes objectivos:
· Fazer um balanço das actividades mais significativas no domínio da Educação e Formação de Adultos em Portugal, nos últimos anos, e nas suas mais diversas vertentes, incluindo os sectores formal, não-formal e informal;
· Lançar um processo de identificação e caracterização de “Quem é Quem?” na Educação e Formação de Adultos em Portugal, com vista à construção de uma rede nacional de agentes e agências intervenientes nestes domínios;
· Perspectivar o desenvolvimento da Educação e Formação de Adultos em Portugal, como uma vertente fundamental da estratégia europeia de Aprendizagem ao longo da Vida.
Durante o Encontro Nacional de 12 de Dezembro, sempre em sessão plenária, serão apresentadas várias experiências concretas, que cobrem os principais eixos de actuação da Educação e Formação de Adultos:
- (a) Reconhecimento de competências (CRVCC e outros tipos de reconhecimento);
- (b) Educação e Formação de Adultos em contexto escolar (ensino recorrente e outros);
- (c) Educação e Formação de Adultos em contexto profissional (centros de formação, empresas, sindicatos, etc.);
- (d) Educação e Formação de Adultos integrada em processos de intervenção territorial (associações de desenvolvimento local, autarquias, etc.);
- (e) Educação e Formação de Adultos de natureza informal (em bibliotecas, museus, campanhas de saúde pública, de protecção ambiental, etc.).
Estas apresentações, necessariamente breves mas cobrindo ambas as dimensões de balanço e de perspectiva, serão seguidamente analisadas por um painel de comentadores, antes de se abrir o debate à participação geral.
Por último, será equacionada, em mesa redonda, (f) a questão do enquadramento legal e institucional mais propício ao desenvolvimento e reforço da Educação e Formação de Adultos em Portugal.
Os debates e as conclusões do Encontro Nacional, para além de serem inseridos no site especialmente criado, serão objecto de uma ampla divulgação, através nomeadamente da publicação de um número da Revista “Aprender ao Longo da Vida” dedicado exclusivamente a este Encontro.
Com esta informação, formulamos o nosso convite para que:
- inscreva desde já o 12 de Dezembro na sua agenda;
- se disponibilize a participar activamente neste processo – antes, durante e depois do Encontro Nacional:
● enviando a sua pré-inscrição (consulte regularmente o site www.direitodeaprender.com.pt, onde encontrará em breve informações actualizadas e a indicação do site específico do Encontro Nacional);
● mobilizando colegas e amigos para colaborarem neste processo;
● identificando e comunicando-nos experiências exemplares que mereçam uma citação particular, quer por inserção no site, quer através de comunicação pública no decurso do Encontro;
● enviando propostas e sugestões capazes de aperfeiçoar e reforçar o processo em curso.